quarta-feira, fevereiro 22, 2006

até ao dia 5

Hotel "ecológico" com 3 pás

Hoje apetecia-me falar sobre a anunciada construção de um hotel no Estreito da Calheta. Mas não tenho tempo...
Fica aqui a notícia que veio no DNm de anteontem, para me lembrar.
Deixo aqui apenas uma excerto:
"Os cerca de 120 quartos serão distribuídas pelas três "pás" (edifícios de três andares), com aproximadamente 40 quatros cada".
Pode ser ilusão de optica, mas no desenho que ilustra a notícia eu vejo 6.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Renovação da Av. Arriaga

A Câmara Municipal tomou a resolução de encerrar a faixa Sul da Av. Arriaga no Funchal, entre o Teatro o Golden. Adivinha-se que vai constituir uma medida impopular. O trânsito irá piorar ainda mais e os condutores que insistem em passar no meio da cidade a horas de ponta vão desesperar. Como verador da denominada oposição, seria um tema interessante para fazer politiquisse. Ou seja, mesmo pensando ser uma boa medida, opinaria de forma contrária. Muitos assim fazem , quer sejam das oposições quer sejam e até mais frequentemente, do partido no poder quando, invariávelmente, não aceitam propostas do outros.
No que respeita ao encerramento daquele troço, o Sr. Presidente da Câmara tem o meu apoio. O trânsito automóvel vai ter que, aos poucos, diminuir no centro da cidade (Rotunda, Mercado, da cota 40 para baixo. Não disse propositadamente "encerrar ao trânsito". Penso que há formas intermédias e as soluções passam por condicionar a, por exemplo, cargas e descargas, moradores e, já que foram construidos, aos detentores de lugares de estacionamento nessas zonas.
Quanto ao projecto, se é que existe, a ser a continuação do foi feito em frente ao Golden, só peca por alguma pobreza no tratamento do espaço público. Mas enfim, já não é mau que, a partir do Verão as pessoas se possam passear pela principal avenida da cidade à vontade.

Notícia muito queriducha


Lembro-me de, até alguns anos atrás, o Diário de Noticias da Madeira dar notícias de nascimentos, casamentos e baptizados. O assinalar destas efemérides, próprio de um diário regional, enchia de graça aquele matutino distinguindo-o dos jornais da capital. Essa característica algo pueril foi-se perdendo à medida que o DN se tem afirmado como um jornal mais moderno, com nova imagem, etc.
No entanto hoje teve uma recaída. O relato da partida de 45 madeirenses no cruzeiro Costa Europa é assinalável.
Entre outras passagens há uma que não resisto a transcrever aqui:
“Maria de Jesus Mendonça e Élia Dias, tia e sobrinha, respectivamente, chegaram à pontinha, pouco passava das 14:20. Com algum nervosismo, normal de quem empreende pela primeira vez uma viagem de cruzeiro, lá foram, entregando os vouchers, passaportes e demais documentos solicitados pelo oficial destacado ao portaló do "Costa Europa". As malas e demais bagagem foram acondicionadas pelos bagageiros do navio, libertando, dessa forma, estas duas turistas madeirenses, para mais uma despedida àquele familiar ou amigo”
Parabéns ao DN por esta notícia tão queriducha.

domingo, fevereiro 19, 2006

Chema Madoz


Alguns dos post que aqui tenho posto têm sido ilustrados pelas imagens do fotografo espanhol, Chema Madoz. Poesia e Humor a preto e branco.

O Terrritório por água a baixo


Estava a passar há pouco um programa na RTP2 de Teresa Shemid, sobre a água como recurso e a sua gestão em Portugal. Embora tenha apanhado o programa a meio, deu para ouvir duas ou três das entrevistas com os vários técnicos que discorreram sobre o tema.
Entre elas, uma, de um técnico que se sentia algo frustrado por, só agora, quando surgem as directivas europeias a ditar regras e obrigações do Estado português perante esse recurso que é a água, é que os politicos acordam. Uma pena quando os técnios nacionais já andam a alertar para o problema há mais de 30 anos.
Mostrou também as imagens de Marcelo Rebelo de Sousa nadando nas águas do Tejo durante a campanha para a Câmara de Lisboa em 89, como forma de chamar a atenção da opinião pública para um problema que passa ao lado da maior parte das pessoas. Um problema a qual ningué, liga mas que todos, colectivamente, acabamos por pagar através dos impostos e da degradação de um recurso nacional.
Teresa Shmid que, lembro-me, fez há tempos um excelente programa sobre o ordenamento do território, acaba este programa lembrando-nos que durante os últimos 30 anos, época em que se fez sentir mais o problema, os responsáveis políticos desculpavam o desordenamento e poluição dos rios de forma a não travar o desenvolvimento económico e não pôr em causa os postos de trabalho. Passados estes anos todos, o território está desgraçadamente desordenado e desqualificado, os rios continuam poluídos e os empregos nas fábricas… bom, muitos deles já não existem. Em troca, o território como recurso, tendo em conta por exemplo a procura turística, é pobre e escasso.
Mas não há maneira de aprendermos, pois não?

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

E Deus criou a mulher


A entrar no fim de semana e sem grande inspiração fica aqui uma confissão.
Ao contrário de outros blogs, onde na coluna lateral aparece uma infindável listagem de outros blogs, tenho optado por referênciar apenas aqueles que visito com mais fequência.
Hoje junto mais um à minha lista "E Deus criou a mulher". Um sítio onde se sublima a Mulher e por onde é sempre agradável passar. Pelas vezes que lá tenho passado, merece constar na lista dos Vôos Frequentes.
A música do fim de semana é uma recuperação dos Mler Ife Dada.
Bom fim de semana

quinta-feira, fevereiro 16, 2006


Aqui ao lado estará durante uns tempos em discussão, o tema do engradamento do Parque de Santa Catarina. Isto é um convite à vossa participação. Coloquem o vosso voto (completamente anónimo) ou então o vosso comentário neste post, no anterior ou em futuros que aqui vão aparecer. Era interessante saber a opinião das pessoas. Eu não concordo, mas aceito perfeitamente outras opiniões.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

o aquário é fish

Parece que ainda não encontraram o aquário do Funchal.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

2 roodas

Ainda há pouco passei na Av. Arriaga. Uma senhora buzinava furiosamente porque os carros à sua frente não avançavam em direcção ao Bazar do Povo. Dois ou três automobilistas juntaram-se ao coro, mesmo em frente ao Golden. Pelo andar das carruagens aquela fila estava para durar mais uma horita. Valeu-me ter-me feito deslocar na minha motocicleta.
Quando abrirem as portas do estacionamento do Funchal Centrum (o caos), quando fecharem a faixa sul da Av. Arriaga (até que enfim) e o parque automóvel continuar a aumentar, vai ficar tudo louco a apitar na avenida.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Jardins proibidos

Parece que o Dr. Miguel Albuquerque quer agora engradar o Parque de Santa Catarina. Diz que é por causa dos vândalos que fazem grafitis nas paredes da capela e dos munícipes que abastecem as suas floreiras com plantas arrancadas do parque.
Voltámos ao séc. XIX. Como se o remédio para a "insegurança" nocturna fosse murar e tornar estanque determinados espaços da cidade. Se a Praça no Município for palco de alguns assaltos ou roubarem aquelas floreiras/penduricalhos, vamos engradar aquela área?
Eu sou radicalmente contra. Sei também que esta minha posição só vai acirrar ainda mais a vontade do Presidente da Câmara do Funchal levar em frente esta ideia triste. Mas perante tal pretensão só me resta alertar a quem conseguir chegar para se juntar comigo numa cruzada contra tamanha asneira.
Esta história não acaba aqui.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Jazz

Joana Machado. Um disco para ouvir. Não especialmente por ser madeirense. Apenas pela voz e pela música. www.joanamachadojazz.com

Era uma vez uma caravela, um calhau rolado e um caixote



Na próxima sexta-feira vamos todos conhecer o objecto arquitectónico que vai mudar a face de uma parte do Porto do Funchal.

Há várias questões que me apetece pôr em cima da mesa:
1-Quem foi o mentor da teoria de um construir um aquário naquele sítio sabendo que: a Câmara Municipal do Funchal faz parte da Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento; sabendo que a Câmara já tinha um projecto de um aquário para o Cais do Carvão; sabendo que a Câmara argumentou não continuar o seu projecto do aquário por não garantir a sua sustentabilidade financeira. Era interessante que o pai assumisse a paternidade.
2-Tendo consciência que há um “Plano Director” para o Porto desactualizado, mesmo que aprovado há relativamente pouco tempo, porque é que não se partiu de um projecto urbano que englobasse todo o Porto, desta da pontinha até à Marina e que, inclusive pudesse continuar até ao Forte de S. Tiago. Desta forma conseguiria-se uma coerência na intervenção, tanto ao nível do espaço público como na relação entre os diversos edifícios que hão-de ser construídos. A forma de intervir que foi adoptada é, à semelhança do que se tem feito no resto da cidade, um somatório de objectos sem coerência entre eles e por isso sem uma qualidade urbanística e de fruição do espaço público que seria desejável.
3-É bom que as pessoas saibam que este concurso foi lançado no final do mês de Julho com o prazo de entrega para o princípio de Setembro, mais ou menos no mês em que alguns ateliers fecham para férias e outros se encontram desfalcados de colaboradores. Note-se que não falo em causa própria porque não teria condições para concorrer a um projecto dessa envergadura, pelo menos sozinho, mas estou a pensar que, se o concurso tivesse sido lançado com tempo, com divulgação internacional nos meios próprios e com um prazo aceitável para um programa com a complexidade própria exigida por aquário, provavelmente não teríamos apenas o Sr. Arquitecto Manuel Salgado e mais outras duas equipas, mas sim a presença de concorrentes internacionais e um concurso verdadeiramente internacional que poderia divulgar o nome da Madeira pelo mundo.
4-Alguém acredita que não se saiba quem são os concorrentes que apresentaram propostas? O concurso foi adiado várias vezes, tendo sido os concorrentes informados directamente, sem anúncio público, por isso é estranho que ninguém soubesse a quem enviar as cartas com os esclarecimentos e com os sucessivos adiamentos para a entrega das propostas. Aliás qual é o mal de se saber quem são as equipas concorrentes? Espero que a qualidade e experiência das equipas sejam um factor de ponderação para a escolha de quem vai fazer o projecto.

Enfim, mais um oportunidade perdida de construir uma cidade com pés e cabeça; mais um projecto lançado em cima dos joelhos e, esperemos que o futuro me contradiga, mais uma obra para todos nós sustentarmos, os Senhores inaugurarem com pompa e circunstância, com o povo a pensar que não é ele quem, mais tarde ou cedo, pagará a conta.

domingo, fevereiro 05, 2006

O furúnculo e o ponto negro

Hoje passei na Av. do Mar, para ver a antena parabólica que puseram junto ao "Balão Panorâmico". Tive de passar uma segunda vez pois no meio da confusão que é o arraial entre ao Balão e a Marina, passando óbviamente pelo barco mais encalhado da Madeira, quase não consegui entrever a parabólica.
Não deixa de ser assinalável o rigor fiscalizador da Câmara, mas não cheira isto um pouco a demagogia?
Com um furúnculo do tamanho de um balão a desfigurar a face da cidade, vão agora preocupar-se a espremer um ponto negro...

sexta-feira, fevereiro 03, 2006


A propósito das caricaturas do profeta Maomé, da sua publicação no jornal Dinamarquês, na solidariedade de outros jornais de vários países e do mau humor de alguns muçulmanos. Este blog é solidário com os que gostam de rir dos outros, com os que gostam de rir de si próprios e com os que sabem viver com os seus demónios e as suas virtudes.
Para que não restem dúvidas, além de alguns dos cartoons publicados na imprensa fica também aqui um clip que nada tem a ver com os muçulmanos. Espero que os cristãos se saibam rir também.


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Barreiras jornalísticas


Há cada coincidência! Pouco depois de ter dado uma entrevista à RTP-Madeira sobre a existência de barreiras arquitectónicas na cidade e nos edifícios em geral, recebi este e-mail:

Teste de leitura veloz (que realizam na Universidade de Salamanca, Espanha, para quem vai ingressar no curso de Linguística). Tentar ler sem errar...

O gato assim fez
O gato é fez
O gato como fez
O gato se fez
O gato mantém fez
O gato um fez
O gato anormal fez
O gato ocupado fez
O gato por fez
O gato quarenta fez
O gato segundos fez”

…….
….

Agora ler somente a terceira palavra de cada uma das frases e...

Se experimentaram, fizeram a mesma figura que eu. Perdendo tempo com uma graçola sem grande piada.
Pois a mesma sensação tive eu depois de ter visto onde encaixaram a entrevista que dei hoje à tarde, na reportagem/entrevista no telejornal da RTP-Madeira de hoje (dia 2/2/2006).
Na entrevista de hoje abordei o tema sob o ponto de vista do utilizador com mobilidade reduzida, na perspectiva do arquitecto como responsável pelo projecto de alguns dos edifícios e também da responsabilidade das autarquias no que respeita ao licenciamento e fiscalização do cumprimento do Decreto-Lei n.º 123/97, de 22 de Maio. Fiz a distinção entre as barreiras arquitectónicas no espaço público urbano, ou nos edifícios privados ou públicos e nas respectivas acessibilidades. Separei os problemas que se deparam no Centro Histórico (que por um lado tem problemas decorrentes da sua formação ao logo de centenas de anos, mas que também é mais plano que o resto do anfiteatro) e as zonas de urbanização recente com situações problemáticas decorrentes de uma gestão medíocre do espaço público por parte da autarquia.
Disse também que apesar dos arquitectos terem a responsabilidade de, em alguns edifícios recentes, existirem barreiras arquitectónicas, também é certo que sendo a autarquia permissiva em relação ao não cumprimento do DL123/97, faz com que alguns arquitectos pressionados pelos promotores procurem soluções que não contemplam a abolição das barreiras arquitectónicas.
Depois de todo aquele discurso, julgando que estava eu a ajudar à divulgação do problema, senti que do meu contributo para aquele programa, tive sido lido apenas terceira palavra de cada frase. O interesse jornalístico é perverso. De facto não interessa informar. Porque se assim fosse tinham-me convidado a debater o assunto em directo com o Sr. Vereador João Rodrigues e o representante da Associação de Deficientes Motores da Madeira. O que interessa é arranjar um contraponto que diga algumas coisas, supostamente, polémicas.

Foi pena que não tivessem passado mais alguma coisa da entrevista. Não porque trouxesse alguma novidade ou qualquer pensamento inovador, mas ao menos que se percebesse que há uma preocupação por parte dos arquitectos que vai para além de concordar em passar multas mais pesadas para dissuadir os automobilistas a não estacionar em cima do passeio.
Se lá estivesse podia também responder ao representante da associação que os arquitectos só se podem responsabilizar por cerca de 10% dos projectos que entram nas Câmaras e que a Ordem dos Arquitectos tem, sempre que possível, contribuído para a divulgação desta problemática (http://www.oasrs.org/conteudo/dossiers/dossiers1.asp)

O que é pena é que, para passar a mensagem de forma coerente e clara, ainda preciso derrubar uma série de barreiras jornalísticas.

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