terça-feira, abril 25, 2006

Marbella


O editorial do DN aborda um tema incontornável no nosso país. Incontornável é uma maneira de dizer, porque na realidade, tem sido sem contornado e às claras.

Fica aqui apenas um excerto do texto completo.
O valor metafórico desta operação, para nós, portugueses, é grande porque ela representa em matéria de eficácia policial e judicial um patamar que jamais atingiremos nas próximas décadas. Ela evidencia uma realidade que não nos é estranha - branqueamento de dinheiro, corrupção, evasão fiscal, tráfico de influências, manipulação de concursos públicos e adjudicações de obras, tudo ligado à construção civil e especulação imobiliá- ria -, mas que as nossas estruturas judiciais, por falta de capacidade e de investimento político em meios técnicos e humanos, jamais atacarão.

O Engano

"O Engano" é o cartoon vencedor na categoria Desenho de Humor do World Press Cartoon
Boligán, o autor, publicou a sua obra no jornal mexicano "El Universal".

É interessante observar que Boligán, mesmo sem alguma vez ter tido oportunidade de ver a RTP Madeira, consegiu ter esta tirada de humor.

25 de Abril




Aos saudosistas do 24, mas que gozam bem a democracia, aos que celebram o 26 mas que nunca tiveram coragem de fazer o 25, a todos os bananas que tanto lhes faz:

Viva o

25 de ABRIL

o dia da liberdade

segunda-feira, abril 24, 2006

Ponto ... de interrogação

Mais uma tolerância de ponto? Ninguém ainda reparou que a fazer pontes destas nunca mais passamos para a outra margem?

domingo, abril 23, 2006

As pontes portuguesas

sábado, abril 22, 2006

A Farsa

Anteontem a RTP Madeira fez um especial noticias sobre um tema quente da actualidade no Funchal e também em outros Concelhos: As Acções Populares. À conta de uma está, ou deveria estar parada, por ordem do Tribunal, a maior obra de iniciativa privada na cidade, o Funchal Centrum.
Não me interessa opinar directamente sobre o assunto. O problema tem a ver essencialmente com uma questão por mim várias vezes levantada e que está ligada à ausência de planeamento urbanístico e incumprimento dos regulamentos permitidos e tornado prática comum pela própria Câmara.

O que achei mais interessante foram os critérios editoriais que orientaram a constituição daquele painel de comentadores e que (só não vê quem não quer) estão na linha de actuação daquele órgão de comunicação social.
Para discutir o tema convidaram um ex-vereador e ex-sócio-promotor do Funchal Centrum, um representante da ASSICOM (Associação da Empresas de Construção Civil) e um advogado, vereador do PP (oposição?) na Câmara do Funchal, que votou a favor da continuação das obras.
Toda a gente, nesta terra, achará isto normal?

segunda-feira, abril 17, 2006

Música

Infelizmente, tive que tirar temporáriamente o meu gira-discos do blog. Está a dar um erro qualquer que ainda não percebi.

Entretanto e a propósito de música descobri esta raridade num blog.


Para além da curiosidade de se pagar em dólares, este bilhete lembra um evento que aconteceu durante vários anos no Funchal: O Festival Bach. Este Festival, ao qual não cheguei a tempo de assistir, trazia vários interpretes de renome chegou a criar uma marca. Porém este festival deixou de acontecer no final de oitenta. Ao que soube, depois disto ainda se tentou trazer um dos concursos Viana da Mota. Estava tudo combinado, pianos patrocinados, quase tudo marcado mas, faltou um dinheirinho da Secretaria Regional da Cultura.
Julgo que na altura, só havia $$$ para o 24 a bailar e o Festival da Flor.

domingo, abril 16, 2006

Arrumações


Estamos em arrumações. O blog segue dentro de momentos.

sexta-feira, abril 14, 2006

"Caixa de Ideias"

A UMA descobriu a blogosfera. Incluído numa série de blogs temáticos aparece uma “Caixa de Ideias”. A “caixa de ideias” tem essencialmente comentários sobre a actualidade politica e não só. Aliás como a maior parte dos Blogs. Depositam as “ideias” nesta “caixa” alguns nome conhecidos embora a maior parte dos depósitos sejam feitos por Lília Bernardes, aparentemente aquela que menos problemas tem em expressar a sua opinião; Roberto Xavier e Sofia Medeiros, têm uma singela participação e, ainda que possa ser uma distracção minha, Roquelino Ornelas ainda não deixou rasto. A participação de Filipe Malheiro, conhecido opinador do Jornal da Madeira, é marcada por um “post” de 27 de Março, que muito ilustra o seu enquadramento político assim como todos os que sofrem de partidíte aguda:

“Admito que uma opinião pessoal – a qual situo no contexto deste blog – ser utilizada para outros fins, sobretudo se sair “da linha”. As opiniões que aqui der expressão revelam, tão-somente, a minha perspectiva como uma pequena partícula de um grupo mais vasto, caracterizado por uma multiplicidade de opiniões e experiências de vida, e a quem nunca foi exigido – era o que faltava! - que pensasse de uma forma uniforme”.

Até este homem, apesar da sua posição dentro do partido no poder, opininador num jornal diário, tem que se justificar se um dia vier ali a depositar uma ideia que saia da “linha”. Desse “LINHA” partidária que, embora argumentando se tratar de um “grupo com uma multiplicidade de opiniões” e que não pensa de “forma uniforme”, toda a gente sabe nunca ser de menos justificar se um dia se sair da LINHA.

Em todo o caso ficam aqui os parabéns porque continuo a acreditar que é do confronto de ideias que saem as boas soluções

Elefante Branco nº1


Cinco elefantes brancos na Marina do Lugar de Baixo, Ponta do Sol.

Caderneta do Elefante Branco

Não, não tem nada a ver com a casa da Luciano Cordeiro.

A partir de hoje este blog vai editar uma caderneta com uma colecção de elefantes brancos.
Para quem não sabe "Os elefantes brancos são considerados sagrados na Tailândia e Myanmar; no Mundo Ocidental são um símbolo de algo com um custo bastante superior à sua utilidade"
Os cromos com os respectivos espécimes raros e sagrados, aparecerão enquadrados por belas paisagens madeirenses

quinta-feira, abril 13, 2006

Hás-de ir longe...

Um país inteiro em tolerância de ponto.
Ponto?
Sim, ponto final.

V

Burrice a mais

"Peço desculpa por alguma terminologia forte, mas o tempo tem-me ensinado que há coisas que têm que ser ditas, mesmo que choquem certas sensibilidades de aparências deslumbrantes."

quarta-feira, abril 12, 2006

O Purgatório

Entre o Paraíso e o Inferno, mais ou menos ali pelos sítios do Purgatório, vão ficar os patrocionadores da festa herége.
A lista dos escumungados:

O Paraíso e o Inferno


"A Madeira vai ser evadida por grandes nomes da música de dança mundial”
“90 mil watts de som”
180 mil watts de luz”

“ Nos dias 14 e 15 não vais pregar olho”

Resta saber quem é que não vai pregar olho, se são os do Paraíso se são outros que, sem terem feito nada para isso, de repente se vão ver no Inferno… pelo menos durante duas noites.

domingo, abril 09, 2006

Democracia?

“Jardim não quer "laranjas" em contacto com a esquerda”
Titulo da noticia do DNm

“O presidente do Governo Regional e do PSD-M considera que há empresários madeirenses que são muito próximos dos partidos da oposição e da comunicação social regional que deveriam "apanhar um susto". Só não concretizou que tipo de "susto" seria aplicado”

sexta-feira, abril 07, 2006

Veja as diferenças

À boa maneira das publicações "tradicionais" também aqui publicamos um suplemento de diversão tipo SU DOKO.

Veja as diferenças



Imagens retiradas do DNm (e trabalhadas por cima) a propósito de uma noticia sobre um polémico projecto que já está em construção junto à rua 5 de Outubro.

Música

Hoje só vim aqui dar música: U Plavu Zoru - dos Pink Martini.
Aproveito também para agradecer aqui o eloquente comentário do Xarope ao post anterior. "toma lá que é bom para a tosse"

terça-feira, abril 04, 2006

Alzheimer

O arq. Ricardo Silva, ex-vereador com o pelouro do urbanismo na C.M.F. (1994-2002), costuma escrever uma coluna de opinião no semanário TRIBUNA da MADEIRA. O último jornal publica o seguinte texto do arquitecto paisagista que durante oito anos teve responsabilidades no desenvolvimento urnbanístico do Concelho do Funchal:

"Quem, como eu, pretende comentar questões ligadas à cidade e às suas gentes, não pode deixar de tecer alguns comentários acerca da recente polémica sobre o “Funchal Centrum”. A autoridade administrativa Câmara, cujo objectivo é servir a cidade e as suas gentes, de acordo com aquilo que julga ser o melhor e o mais correcto para o desenvolvimento económico e social da cidade e para o bem-estar das suas populações, fez aprovar o P.D.M. do Funchal (em 1997), por forma a ter um documento orientador para o seu desenvolvimento . A mesma autoridade administrativa aprovou o projecto do “Funchal Centrum”, com toda a certeza, por julgar ser este o melhor para aquela área da cidade. Contudo, não mandou elaborar previamente o plano de pormenor que o P.D.M. exigia. Um grupo de cidadãos, cujo objectivo, segundo dizem, é “moralizar”, decidiu solicitar a nulidade da licença de construção emitida pela Câmara.
A Câmara, muito provavelmente, irá mandar elaborar o plano de pormenor que já deveria ter executado há 4 anos e o projecto ficará legal e será construído, de acordo com o anteriormente aprovado. O que se ganha com tudo isto? Ódios, prejuízos financeiros, descrédito da opinião pública sobre as leis, tribunais, Câmaras, promotores, grupos de cidadãos, etc. Ou seja, perdeu-se tempo e dinheiro, brincou-se ao rato e o gato, a região e a cidade não produziram, gastaram-se energias nos media e tudo ficará como antes. É este o país que temos, vivemos num Estado quase policial, que tudo quer controlar e regulamentar e onde posteriormente tudo se ultrapassa e resolve. Num Estado que tudo facilita para evitar “mais trabalho” e depois tem “mais trabalho” para corrigir o “menos trabalho”. Num Estado onde as autoridades administrativas têm dificuldade em acompanhar o ritmo da vida económica e do desenvolvimento social, face á apertada teia de regulamentos a que se encontram submetidas. Num Estado onde há pouco profissionalismo e onde existe pouca confiança dos cidadãos na administração. Então qual a solução para esta situação? Ainda existe saída? Não tenho dúvida que sim, tudo se resolve no dia em que as populações acreditarem e reconhecerem que no poder, nos lugares de chefia estão pessoas sérias e isentas, aquelas que acreditam na cidade, na comunidade e tudo fazem pelo bem comum em detrimento dos benefícios de terceiros, quando acreditarem que não há dualidade de critérios, que os direitos individuais, das minorias e dos vizinhos são salvaguardados, tendo sempre em consideração o melhor para a cidade e os seus cidadãos. O drama é que pelas mais variadas razões, não tem havido capacidade de passar essa mensagem, que julgo ser real. É importante que se acredite na honestidade das pessoas. Mas também é importante que os dirigentes sejam profissionais e competentes, que estejam bem assessorados e que tenham coragem de mudar quem deve ser mudado e alterar o que deve ser alterado. Nessa altura, não serão necessários tantos regulamentos, processos judiciais, ou grupos de cidadãos, e os processos serão mais célebres e justos. O problema deste país é que para além duma acentuada falta de cultura e educação, ninguém acredita em ninguém."

Pois é...

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